O Fundo Soberano de Moçambique registou um crescimento de cerca de seis por cento desde o início da sua operacionalização, passando a apresentar um valor de mercado superior a 116 milhões de dólares norte-americanos. A informação foi tornada pública esta quarta-feira pelo Banco de Moçambique, entidade responsável pela gestão operacional do fundo.
Segundo o banco central, a valorização do Fundo Soberano foi impulsionada, sobretudo, por novas transferências financeiras efectuadas pelo Estado, no quadro dos mecanismos legais que regem a afectação de receitas provenientes da exploração de recursos naturais. Estes aportes contribuíram para o reforço da capacidade financeira do fundo e para a consolidação do seu papel como instrumento estratégico de gestão de riqueza a longo prazo.
O Banco de Moçambique refere que o desempenho positivo reflecte também uma gestão prudente e alinhada com os objectivos definidos para o Fundo Soberano, nomeadamente a preservação do capital, a estabilidade macroeconómica e a criação de reservas financeiras para as gerações futuras. O crescimento alcançado é visto como um sinal encorajador num contexto em que o país procura fortalecer a sua resiliência económica e reduzir a dependência de financiamento externo.
Criado com o objectivo de assegurar uma utilização responsável e transparente das receitas extraordinárias, o Fundo Soberano de Moçambique destina-se a apoiar a sustentabilidade das finanças públicas, amortecer choques económicos e contribuir para o financiamento de prioridades estratégicas do desenvolvimento nacional, respeitando critérios de rigor e responsabilidade fiscal.
Com a actual trajectória de crescimento, as autoridades consideram que o Fundo Soberano começa a afirmar-se como um instrumento relevante na arquitectura financeira do país, embora reconheçam que o seu impacto dependerá da continuidade das contribuições do Estado e da manutenção de uma gestão eficiente e transparente ao longo do tempo.















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