Sonho desfeito e prémio perdido: Nigéria atropela Mambas por 4–0 e faz “voar” os 500 mil meticais

Lichinga, 05 de Janeiro de 2026 – O que prometia ser uma noite histórica para o futebol moçambicano terminou em frustração. O prémio de 500 mil meticais por jogador, prometido pelo Presidente da República caso a Selecção Nacional de Futebol alcançasse os quartos-de-final do Campeonato Africano das Nações (CAN), ficou pelo caminho, depois da pesada derrota dos Mambas frente à Nigéria, por 4–0.

A expectativa era enorme. Adeptos de norte a sul do país acreditavam que o duelo contra os nigerianos poderia marcar uma nova página na história do futebol nacional. A promessa presidencial, tornada pública antes do encontro, surgiu como um forte estímulo financeiro e moral para os jogadores e para a equipa técnica, reforçando o sonho de uma inédita caminhada rumo ao título continental.

Contudo, dentro das quatro linhas, o cenário foi bem diferente. A Nigéria mostrou superioridade clara desde os primeiros minutos e dominou completamente o jogo, impondo um resultado expressivo. Os números do encontro falam por si e tornam a derrota ainda mais dolorosa: Moçambique não efectuou sequer um único remate à baliza, enquanto o guarda-redes nigeriano entrou e saiu do jogo sem realizar uma única defesa.

Com este desaire, os Mambas ficam afastados da fase seguinte da competição e dizem adeus ao sonho de se consagrarem campeões do CAN, regressando a casa mais cedo do que o esperado. A eliminação coloca também em aberto o debate sobre o destino dos valores milionários que estavam reservados para o prémio de qualificação, questão que até ao momento não mereceu esclarecimento oficial.

Apesar do desfecho amargo, a campanha moçambicana não passa em branco. Houve momentos de entrega e luta que foram reconhecidos pelos adeptos, ainda que insuficientes para contrariar um adversário de alto nível. O foco vira-se agora para a avaliação do percurso, identificação de falhas e preparação dos próximos desafios, numa tentativa de reconstruir a confiança e devolver a esperança aos amantes do futebol nacional.

A noite de 05 de Janeiro ficará marcada não apenas pela eliminação, mas também pela dura lição deixada pelo futebol africano de alto rendimento: no CAN, sonhos e prémios só sobrevivem quando são sustentados por desempenho dentro do campo.

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