Três capitães, um legado eterno: Reinildo, Mexer e Dominguez encerram ciclo histórico nos Mambas

A participação de Moçambique no Campeonato Africano das Nações (CAN Marrocos 2025) ficará marcada não apenas pelos resultados alcançados, mas também pela despedida de três figuras emblemáticas da Selecção Nacional. Reinildo Mandava, Mexer Sitóe e Dominguez anunciaram o encerramento do seu ciclo nos Mambas após a derrota frente à Nigéria, conforme comunicado da Federação Moçambicana de Futebol.

O momento, vivido no seio do grupo, foi carregado de emoção e simbolismo. Curiosamente, os três jogadores que se despedem são capitães da Selecção Nacional, referências de liderança e compromisso desta geração que elevou o nome de Moçambique no futebol africano.

Aos 32 anos, Reinildo Mandava foi o primeiro a comunicar a decisão, assumindo-a como um acto de responsabilidade e de passagem de testemunho aos mais jovens. A sua liderança, construída com base no exemplo, sacrifício e entrega, marcou de forma indelével este ciclo da Selecção Nacional.

Seguiu-se Mexer Sitóe, de 37 anos, que confirmou que a decisão já vinha sendo amadurecida anteriormente. Em palavras emotivas, destacou a Selecção Nacional como parte fundamental da sua vida, deixando uma mensagem de união e esperança à nova geração.

Por sua vez, Dominguez, aos 42 anos, optou por poucas palavras, mas de enorme significado. Visivelmente emocionado, o capitão encerrou uma longa trajectória ao serviço dos Mambas, marcada pela honra, resiliência e dedicação ao país.

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, classificou o momento como um dos mais difíceis da sua liderança, sublinhando o valor humano e desportivo dos três jogadores. A Federação Moçambicana de Futebol manifestou igualmente gratidão e orgulho pelo contributo desta geração.

Com a saída de Reinildo, Mexer e Dominguez, encerra-se um ciclo histórico na Selecção Nacional. O legado permanece e a responsabilidade passa agora para a nova geração dos Mambas.

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